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O mundo é fálico!

Não existe guerra por liberdade. Não existe sanção por amor ao povo. Não existe soberania em nome do outro. Existe poder. Existe potência. Existe o falo. A relação entre EUA e Venezuela não é um embate entre bem e mal, democracia e tirania, liberdade e opressão. Isso é narrativa — e narrativa serve para anestesiar…
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Nunca evoluímos: uma leitura psicanalítica da guerra, do ego humano e da esperança de salvação

“A barbárie não foi superada, apenas foi adormecida”, disse Freud, no fim da segunda guerra mundial, em 1945. Oitenta anos depois, aqui estamos nós, com medo de mais uma guerra, talvez a última. É a compulsão à repetição em sua forma clássica, conteúdo mal elaborado, o retorno do recalcado em forma de armas nucleares. Eu…
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Quando o desejo aprisiona: uma reflexão psicanalítica sobre liberdade

Atendo uma paciente que vive um dilema que, honestamente, é mais comum do que muitos imaginam. Ela ama. E ama de verdade. Não no sentido romântico idealizado apenas, mas no sentido mais freudiano possível: há desejo, há libido, há tesão, há corpo, fantasia e prazer. Nada mais humano — e nada mais psicanalítico — do…
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Quando o medo da solidão é maior do que o medo da dor

Recentemente, atendi uma paciente que vive exatamente esse dilema que tantas pessoas enfrentam em silêncio: ela está presa a um relacionamento tóxico, com traços claros de narcisismo, não por amor — mas por carência. Ela termina, sofre, promete a si mesma que não voltará… e volta. Sempre volta. Não porque a relação é boa, mas…
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O Brasil é o melhor país do mundo (só falta acreditar nisso).

Eu sempre soube que certas frases têm o poder de provocar. Algumas despertam curiosidade; outras, irritação; algumas poucas, reflexão profunda. Mas nenhuma, recentemente, tem surtido tanto efeito quanto esta: “O Brasil é o melhor país do mundo.” Costumo dizê-la com naturalidade — talvez até leveza — quando volto de viagens internacionais. E, enquanto meus amigos,…
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DIÁRIO DE BORDO — PORTUGAL, BRASIL E AS SOMBRAS QUE A GENTE CARREGA

21 de novembro de 2025. Foi nesse dia que embarquei com minha esposa para Portugal. Não imaginava, naquele momento, que essa viagem iria mexer tanto comigo. Viajar, às vezes, é como deitar no divã: a gente acha que vai descansar, mas alguém lá dentro está só esperando a chance de abrir a porta da memória.…
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A PEDRA QUE DOÍA POR DENTRO: UM RELATO SOBRE CORPO, HISTÓRIA E A DUREZA APRENDIDA PARA SOBREVIVER

Há alguns meses, uma paciente chegou ao consultório com um olhar cansado e uma queixa peculiar: “Doutor, eu nunca senti uma dor tão aguda quanto essa pedra na vesícula… mas a verdade é que essa dor não começou no meu corpo. Ela só terminou nele.” A frase ficou na minha mente por dias. Através dela,…
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Quando o amor vira espelho: o que a psicanálise de Lacan me ensinou sobre amar

Certa vez, atendi um paciente chamado Eduardo. Homem de pouco mais de quarenta anos, empresário, casado, mas emocionalmente exausto. Chegou dizendo que não aguentava mais a própria indecisão. Não sabia se ficava ou se ia, se insistia ou se libertava. O curioso é que, por trás da dúvida conjugal, havia algo muito mais profundo: ele…
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A dificuldade de lidar com o luto e a perda

Há algo profundamente humano na dificuldade de aceitar o fim — seja o fim de uma relação, de uma etapa da vida ou, mais profundamente, o fim de alguém que amamos. Atendo há alguns anos uma paciente que ilustra isso com uma intensidade quase poética. Ela perdeu a mãe na infância e, desde então, vive…
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O psicanalista chorou…

Hoje, no meu consultório, vivi algo que me marcou profundamente, como poucas vezes aconteceu em tantos anos de prática clínica. Uma paciente chegou buscando compreensão, tentando organizar sua vida, entender sua própria dor. Mas diferente de outras vezes, senti, de forma visceral, a complexidade e a fragilidade da condição humana. Ela começou a contar sua…
