Abrace o seu vazio interior

Passamos a vida tentando preencher um vazio que não entendemos de onde veio, para onde vai e como existe.

E são tantas as formas de preenchê-lo…

Bebida, sexo, religião, amizades, comida, esporte, vícios, fugas, cobranças, comportamentos tóxicos, comportamentos bons, relacionamentos…

A lista se estenderia por quilômetros e talvez a internet toda não teria espaco para citarmos todas as formas neuróticas de preenchermos aquilo que não damos conta de entender.

Até porque no momento seguinte ao conseguirmos catalogar todas as formas de neuroses que criamos para lidar com o vazio já criaríamos outra forma única é bastante pessoal.

Pois cada indivíduo lida e vive da forma que dá e que consegue com o vazio que possui.

Embora todos sintam, ele consegue ser exatamente da forma que tem que ser em cada pessoa.

E o que fazer com ele?

A maior parte das pessoas diria para esquecer, ficar em outras coisas e seguir em frente. Mas essa também seria mais uma forma de preencher algo que nunca ficará preenchido por completo.

Talvez a saída seja, de fato, abraçar o seu vazio, conhecê-lo a ponto de saber onde ele dói, que tipo de problema, sentimento, atitude e pensamento gera.

Você certamente não conseguirá eliminar de vez os seus demônios internos, mas se souber dar nome e significado para cada um deles, já estará entre aqueles que conseguiram entender que, na vida, não importa de onde vieram nem para onde vão as coisas, mas como elas são.

Muitas vezes, não para compreender, mas apenas para conhecer.

Terapia, terapia, muita terapia.