“Temos desejos que não somos capazes de assumir para ninguém, nem para nós mesmos”, dizia Freud.
Somos, em última análise, animais selvagens em busca de prazer. O processo civilizatório, cultural e religioso nos transforma no homem sociável, cheio de bons costumes e regras que mantém a nossa civilização em pé.
Sem essas regras, todos já teríamos nos matado em nome do prazer. São esses costumes que nos protegem de nós mesmos, mas sobre um alto preço: a nossa saúde mental e física.
Freud, no início do século XX, chocou o mundo com obras que levantavam essa tese. Ninguém gosta da ideia de pensar que possui um instinto tão forte e tão voraz a ponto de exigir que suas vontades sejam satisfeitas. Mas é exatamente isso que acontece.
Quando negamos a nós mesmos e aos nossos desejos mais primitivos em prol do bem estar social, do amor daqueles que nos rodeiam e da imagem de um bom cidadão, assumimos o risco de fazer com que essa energia instintiva seja transformada em neuroses, doenças e alterações de comportamentos.
Tudo o que desejamos e não cumprimos sem dar a devida explicação a nós mesmos do porque tomamos essa decisão, mais tarde se vira contra nós mesmos. A energia hormonal, química e física precisa encontrar uma forma de sair do corpo e ela faz isso aproveitando aspectos genéticos, emocionais e comportamentais.
Equilibrar, flexibilizar e abrir mão das regras que você não acredita em prol de um mínimo de prazer é uma questão de sanidade e bem estar. Não precisa voltar às florestas, mas também não precisa esquecer que veio delas.
Equilibre-se! Um pouco de prazer não faz mal a ninguém.



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