No labirinto frio e sombrio da vida, encontrei meu próprio caminho, moldado pelas cicatrizes do passado e pelas lições do presente. Em meio a essa jornada, descobri uma metamorfose silenciosa que transformou meu ser, me tornando uma criatura de gelo, indiferente ao calor das relações humanas.
Já fui como o sol, ansioso por iluminar o mundo ao meu redor, mas agora sou como a lua, distante e reservado, refletindo apenas a luz que me é essencial. Não busco mais a atenção das pessoas, pois encontrei a paz na solidão, onde a necessidade de aprovação se desvanece como neblina ao amanhecer.
A amizade, que um dia foi meu refúgio, tornou-se desnecessária em minha fortaleza interior. Não me prendo mais aos laços frágeis que as pessoas chamam de amizade, pois aprendi que a verdadeira companhia reside dentro de mim mesmo e em Deus.
Não tema a minha indiferença, pois não é um sinal de desespero ou solidão, mas sim um escudo que ergui para proteger meu coração das mágoas do mundo.
Perdi o medo de perder pessoas, pois compreendi que as relações vêm e vão como as estações do ano. O apego se desfez como folhas ao vento, e eu me encontrei na liberdade de deixar partir quem não mais se encaixa na dança da minha existência.
Assim, me tornei uma alma fria, mas não desprovida de calor interno. Encontrei a paz na minha própria companhia e a força na minha independência emocional. Eu encontrei companhia em Deus, e isso me basta.
Não busco mais validação no olhar alheio, pois encontrei a verdadeira validação dentro de mim mesmo. Se eu morrer ou se eu viver, pouco importa, pois Cristo vive em mim.
Neste frio silencioso, descobri a beleza de ser meu próprio sol, minha própria lua, minha própria estrela guia. E assim, na solidão, encontrei a plenitude que tanto buscava.
Eu deixei de ser bonzinho, mas continuo sendo bondoso. Quem procurar, vai me achar. É somente esses!


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